Como previsto, os setores de extrema direita, retrógrados e tão inimigos das liberdades como os atiradores que realizaram o trágico atentado contra o jornal francês, já estão tentando aproveitar-se da tragédia para fortalecer sua pregação de ódio e intolerância.
Marie Le Pen, liderança máxima da extrema direita política na França disse ontem que "o Islamismo declarou guerra à França", buscando responsabilizar toda uma religião (e seus seguidores obviamente) pelo crime bárbaro praticado pelos dois atiradores. É uma forma de reforçar o preconceito, a xenofobia contra os imigrantes, muçulmanos em particular, bandeira política central do partido de Le Pen.
É a confirmação do que
dissemos na declaração publicada aqui ontem - o bárbaro atentado só
ajudaria mesmo a direita islamofóbica e só prejudicaria o povo que segue
o Islã, que nada tem de responsabilidade pelo que fizeram os
atiradores. Quanto à utilização do trágico acontecimento pela direita
reacionária, como está fazendo Le Pen é inevitável fazer um comentário:
Poucos anos atrás um atirador atacou um acampamento de jovens na Noruega assassinando muitos jovens, num ato de barbaridade comparável ao que aconteceu na França anteontem, e também chocou a Europa e o mundo naquele momento. O que poucos sabem é que o atirador era também um religioso fundamentalista...cristão. Isso mesmo um cristão fundamentalista.
Este atirador não foi apresentado ao mundo como um fundamentalista cristão, nem a senhora Marie Le Pen veio a público bradar que os cristãos haviam declarado guerra á Noruega. Ele foi apresentado como uma pessoa desequilibrada mentalmente, um doente. É preciso refletir sobre isso. Quando o ato trágico é praticado por um branco, europeu, cristão, é ato de um desequilibrado mental; quando é praticado por um homem não branco, de origem árabe ou do norte da Africa, é um ato de um islamita?
Como está dito na declaração que publicamos aqui ontem, nada justifica esse crime bárbaro que ocorreu na França. Nada deve diminuir a virulência com que condenamos o ataque covarde que matou 12 pessoas, e os atiradores que o praticaram. Sem mais nem menos.
No entanto, nada também deve nos impedir de rechaçar com todas as nossas forças posições como estas verbalizadas por Le Pen. Esse tipo de pregação, e o atentado realizado contra o jornal são duas faces de uma mesma moeda, e tão prejudiciais à democracia e à uma efetiva defesa das liberdades quanto. Precisamos repudiar as duas.
Poucos anos atrás um atirador atacou um acampamento de jovens na Noruega assassinando muitos jovens, num ato de barbaridade comparável ao que aconteceu na França anteontem, e também chocou a Europa e o mundo naquele momento. O que poucos sabem é que o atirador era também um religioso fundamentalista...cristão. Isso mesmo um cristão fundamentalista.
Este atirador não foi apresentado ao mundo como um fundamentalista cristão, nem a senhora Marie Le Pen veio a público bradar que os cristãos haviam declarado guerra á Noruega. Ele foi apresentado como uma pessoa desequilibrada mentalmente, um doente. É preciso refletir sobre isso. Quando o ato trágico é praticado por um branco, europeu, cristão, é ato de um desequilibrado mental; quando é praticado por um homem não branco, de origem árabe ou do norte da Africa, é um ato de um islamita?
Como está dito na declaração que publicamos aqui ontem, nada justifica esse crime bárbaro que ocorreu na França. Nada deve diminuir a virulência com que condenamos o ataque covarde que matou 12 pessoas, e os atiradores que o praticaram. Sem mais nem menos.
No entanto, nada também deve nos impedir de rechaçar com todas as nossas forças posições como estas verbalizadas por Le Pen. Esse tipo de pregação, e o atentado realizado contra o jornal são duas faces de uma mesma moeda, e tão prejudiciais à democracia e à uma efetiva defesa das liberdades quanto. Precisamos repudiar as duas.
Fonte: The Post Internazionale



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